O ambiente que nos rodeia influencia a nossa saúde. Agora que já ENCONTROU, desafio a CONHECER um pouco mais da Saúde Ambiental que uma estagiária do I Curso de Saúde Ambiental da Escola Superior de Beja PRATICARÁ em diferentes contextos.

domingo, 12 de junho de 2011

Quarta Semana de Estágio

11 a 15 de Abril de 2011

Olá a todos, passou mais uma semana de estágio, e com ela enriquecimento pessoal e profissional nas actividades que desenvolvi na Unidade de Saúde Pública Higéia – Pólo Seixal. Passo então a descrevê-las:
Licenciamento de estabelecimentos
Como já referido no post anterior, para o licenciamento de estabelecimentos, um dos requisitos é o parecer sanitário emitido pela USP. Nem todos os estabelecimentos necessitam do referido parecer, somente aqueles que constituam risco para a Saúde Pública, tais como estabelecimentos de restauração e bebidas, clínicas médicas, lares, entre outros.
Como já referido anteriormente, a USP emite parecer que pode ser prévio ou não. A única diferença que existe entre eles é que o parecer dito “normal” chega à USP através da Câmara Municipal e, no caso do parecer prévio, o próprio requerente solicita à USP a emissão de parecer. A vantagem, deste último, prende-se pela aceleração do processo de licenciamento.
Em conjunto com a minha colega Soraia analisámos projectos relativos a estabelecimentos de restauração e bebidas, consultámos a legislação relativa aos mesmos e emitimos o parecer sanitário. A dificuldade prendeu-se, essencialmente, no desconhecimento de alguma legislação, e por isso, estudámos um pouco os diplomas relativos ao estabelecimento em causa.
Relativamente à compreensão da planta de equipamentos da cozinha, não sentimos muitas dificuldades pois, para além desta não estar confusa, já tínhamos analisado algumas no decorrer do curso. Sentimos algumas dificuldades na construção do parecer, mas após possuirmos um “parecer modelo” tornou-se muito mais fácil.
Com o objectivo de compreender melhor a recente legislação acerca do licenciamento de estabelecimentos, elaborámos ainda nesta semana, uma pequena apresentação acerca do novo diploma legal Decreto-Lei 48/2011, que revoga alguns diplomas importantes no âmbito do licenciamento e da segurança alimentar dos estabelecimentos.

Alguns diplomas legais consultados:
- Decreto-Lei n.º 234/2007, de 19 de Junho que Aprova o novo regime de instalação e funcionamento dosestabelecimentos de restauração ou de bebidas;
- Decreto-Lei n.º 9/2007, de 17 de Janeiro, que aprova o regulamento geral do Ruído;
- Regulamento Geral das Edificações Urbanas (RGEU);
- Decreto-Lei n.º 48/2011, de 1 de Abril, que Simplifica o regime de acesso e de exercício de diversasactividades económicas;
- Regulamento(CE) n.º 852/2004 de 29 de Abril relativo à Higiene dos Géneros Alimentícios Bebidas;

Queixa de Insalubridade
Por vezes os estabelecimentos públicos podem constituir um risco para a Saúde Pública, mesmo quando os espaços são vigiados e controlados. Deste modo, um dos mecanismos/procedimentos que a população pode recorrer para denunciar situações que coloquem em risco a saúde humana são as queixas.
Numa das piscinas do concelho do Seixal foi denunciada uma situação insalubre, e como tal, que possa constituir risco para a Saúde Pública. A situação não se debruçava na qualidade das águas, mas na higienização dos espaços frequentados pelos utilizadores em “pé descalço”. Para verificar tal situação, acompanhámos a Médica de Saúde Pública e uma das Técnicas da USP ao local.
Inicialmente informámos o gestor do espaço acerca da queixa, e solicitámos alguns documentos comprovativos da limpeza do espaço (periodicidade, produtos químicos utilizados, responsável pela limpeza do espaço). Comprovámos nas instalações da piscina que a situação denunciada não se verificava, e acertámos com as responsáveis pela limpeza alguns aspectos menos positivos (ex: local de armazenamento de produtos químicos, registos de limpeza actualizados).
A minha intervenção e da minha colega foi essencialmente de carácter de observação das condições das instalações e do procedimento a adoptar em caso de “Queixa”. Para auxílio na verificação das condições das instalações recorremos ao anexo II da Circular Normativa nº14/DA, de 21/08/09, da Direcção Geral da Saúde.

ANEXO II – A – “Avaliação das condições de instalação e funcionamento de piscinas”
ANEXO II – B - “Avaliação das condições higio-sanitárias e de funcionamento das instalações.”
Penso que a população deve utilizar este recurso de “Queixas”, para denunciar quaisquer situações que possam colocar em causa a Saúde Pública. Este conceito por vezes é complicado de compreender, o que é suficientemente grave que coloque em causa a saúde das populações? No caso dos profissionais de saúde pública é relativamente fácil compreender, mas a população em geral por vezes não compreende porque uma piscina é encerrada, por exemplo. O encerramento de estabelecimentos é da competência da autoridade de Saúde, mas só é efectuado em casos extremos. Quando as piscinas apresentam instalações insalubres, falta de qualidade da água, equipamentos das aulas insalubres ou instalação do tanque da piscina insalubre ou danificado, entre outros problemas, podem acarretar problemas de saúde como micoses (instalações ou zonas de água parada com circulação de pessoas a “pé descalço” com fungos), irritação cutânea, pneumonia (por legionella spp), infecções gastrointestinais, diarreia crónica, entre outros problemas1. Penso que as Delegações de Saúde devem zelar pela Saúde da população, mesmo que esta não compreenda os riscos em causa.
 1 Diegues, Paulo; Martins, Vítor (2006). Normas Técnicas e Operativas sobre Piscinas e Spas. Direcção-Geral da Saúde.

Vistoria a Escola do 2º e 3º Ciclo
Nesta semana visitámos mais uma escola com o objectivo de avaliar as condições de Segurança, Higiene e Saúde. A escola alvo da nossa visita é uma escola de 2º e 3º ciclo, e por isso, de maiores dimensões e com características diferentes das anteriormente visitadas. Por exemplo, nesta escola existem laboratórios de ciências e físico-química e não existe equipamento de jogo e recreio (ex: baloiço, escorrega) como existe nos jardins-de-infância, por exemplo. De forma a avaliar da melhor forma as condições de segurança, higiene e saúde das escolas, utilizamos como recurso a máquina fotográfica, para ficarmos com o registo em imagem das anomalias detectadas assim como dos aspectos positivos. Contudo, nesta escola não houve permissão para fotografarmos as instalações da escola, o que nos dificulta na elaboração de um relatório de avaliação posterior.

Relativamente às condições verificadas na escola, é importante mencionar, que a escola possuía pouco espaço de recreio coberto, por isso, quando a temperatura está desagradável no espaço exterior e/ou chuva, os estudantes permanecem no edifício, na biblioteca ou salas de convívio, que, segundo a docente que nos acompanhou na visita, se tornam insuficientes face ao número de alunos. A visita à escola decorreu na época de pausa escolar, quando os alunos se encontram de férias. Os funcionários da escola, no momento da vistoria, encontravam-se em limpezas, e como tal, existia desarrumação e sujidade em alguns locais, normais para a actividade a realizar. Outro aspecto a referir é o facto de, como o refeitório não se encontrar a servir refeições, os funcionários higienizam as instalações. Também não foi possível verificar todos os parâmetros que constam no formulário, somente de carácter de instalações. Penso que as visitas às escolas tem maior rendimento se estas se realizarem em período escolar, quando os serviços e aulas estão a decorrer. Assim, a avaliação será mais exacta, comparativamente a outras escolas.

Projecto de Educação para a Prevenção (PEP)

A Delegação de Saúde Pública do Seixal tem uma intervenção no Projecto Educação para a Prevenção (PEP), que conta com várias entidades, entre elas a Câmara Municipal do Seixal e docentes das escolas envolvidas. As crianças do primeiro ciclo são a população-alvo, especificamente as turmas do 1º ano.

Este projecto tem como mascote dois rapazes, com nomes bastante sugestivos, o João Prevenção e o Vicente Acidente, que acompanham todas as actividades realizadas.


Iniciou no 1º ano das crianças, com o tema Prevenção de Acidentes Domésticos, no segundo ano o tema estudado foi a Prevenção de Acidentes em Espaços de Jogo, Recreio e Lazer, e, actualmente no 3º ano, Prevenção Rodoviária. Os professores, em sala de aula, abordam estes conteúdos, e, posteriormente, são realizadas acções por outras entidades. No presente ano, as acções realizadas às turmas participantes no projecto foram um teatro de fantoches “Era uma vez…a Segurança Rodoviária” patrocinado pela Renault e uma apresentação PowerPoint em sala de aula, da parte da USP Higéia - Pólo Seixal.

Fantoches Renault



1ª Acção Saúde Pública do Seix







Em representação da USP Higéia, foi-nos solicitada uma acção, a desenvolver nas turmas envolvidas no projecto.
A matéria programada encontra-se dividida em 3 fases:

Ser Peão
Ser Passageiro
Ser Condutor

Consultando o cronograma das actividades do PEP, a matéria leccionada será somente Ser Peão. Deste modo, decidimos elaborar uma actividade que aborde a matéria Ser Peão e inicie a matéria Ser Passageiro.
Nesta quarta semana, em conjunto com a minha colega programámos a actividade e preparámos os materiais para a sua realização.
A próxima semana será pausa no estágio por motivo de férias da Páscoa.

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Segunda e Terceira Semanas

28 de Março a 8 de Abril de 2011
Ao longo destas duas semanas de estágio realizei várias actividades na USP Higéia, pólo Seixal, em áreas distintas, nomeadamente:
- Consultas para Licenciamento de Estabelecimentos
Para o licenciamento de estabelecimentos, o serviço de Saúde Pública emite um parecer sanitário, aprovando ou não, a abertura de estabelecimentos ao público. Existem duas vias, os projectos entram na Câmara Municipal do Seixal e é esta entidade que reencaminha para a USP, ou o próprio requerente que solicita à USP a emissão do parecer. A USP Higéia – Pólo Seixal adoptou um mecanismo intitulado “Parecer prévio”, onde o requerente solicita à USP, como o nome indica, uma resposta prévia acerca do parecer. Neste processo, existem também as consultas de licenciamento, onde o requerente tem uma reunião com um dos técnicos de saúde ambiental e esclarece dúvidas acerca do licenciamento. Por exemplo, a planta de uma cozinha de um restaurante, a nível estrutural não respeita o circuito “marcha-em-frente”, o TSA em conjunto com o requerente procuram soluções. Considero que estas reuniões são uma mais-valia para os requerentes, pois são explicados os requisitos dos processos de licenciamento, de uma forma próxima, principalmente a nível de segurança alimentar. Uma promoção para a saúde camuflada pelo licenciamento do estabelecimento.


- Vigilância da Qualidade da Água para Consumo Humano
É de elevada importância os serviços de saúde pública assegurarem a vigilância sanitária da qualidade da água, de forma a evitar o aparecimento de doenças de origem hídrica.

Segundo o Decreto-Lei nº. 306/2007 de 27 de Agosto, que estabelece o regime da qualidade da água destinada ao consumo humano, é da responsabilidade da autoridade de saúde assegurar de forma regular e periódica a vigilância da qualidade da água para consumo humano, fornecida pelas entidades gestoras, assim como avaliar o risco para a saúde humana.
Deste modo, a autoridade de saúde, utilizando as competências atribuídas pelo Decreto-Lei 82/2008 de 2 de Abril, e em conjunto com os técnicos de saúde ambiental, tentam proteger a saúde das populações dos efeitos prejudiciais que a água pode acarretar.

De modo a conhecer a qualidade da água para consumo humano, a vigilância sanitária planeada pelo ACES Seixal-Sesimbra inclui a realização de vários tipos de análises, especificamente:

        Análises de Campo, para determinação dos valores de desinfectante residual e de pH;
     Análises Microbiológicas, para determinação dos parâmetros microbiológicos (Bactérias Coliformes, Enterococos, Escherichia coli);
     Análises Físico-químicas Complementares, de forma a determinar Cloritos e Cloratos (sub-produtos resultantes da utilização de Dióxido de Cloro como desinfectante da água de abastecimento);

     Análises Físico-químicas Rotina, para a determinação do parâmetro Condutividade.
As análises são efectuadas em vários pontos da rede de abastecimento de água para consumo humano predefinidos, normalmente locais públicos ou de elevado acesso populacional.
Posteriormente, quando as análises apresentam incumprimentos ao DL n.º 306/2007 de 27 de Abril e consequente risco para a saúde pública, comunica-se à entidade gestora, que, no caso, é a Câmara Municipal do Seixal, para que esta possa adoptar as medidas correctivas adequadas.

Ao longo destas duas semanas apenas realizei análises de campo. Para tal é utilizado um equipamento intitulado de fotómetro.


Fotómetro, recipientes e reagentes

O procedimento é muito simples, existem três recipientes de 10ml. Quando vamos a ponto de análise abrimos a torneira e deixamos correr 1-2 minutos. De seguida enchemos os três recipientes. O primeiro será o recipiente de controlo que funciona como calibração do equipamento. De seguida colocamos o reagente para verificação do pH num recipiente e no outro recipiente o reagente para verificação do teor de cloro na rede. Por fim, registam-se os valores observados.
Depois, já no Centro de Saúde de Corroios (CSCorroios), comunicam-se os incumprimentos dos valores paramétricos à entidade gestora, no caso, a Câmara Municipal do Seixal, para que esta adopte medidas de correcção.
 

Com vista a tomada de decisões e respostas adequadas e atempadas, a direcção-geral da saúde criou um sistema de gestão da saúde ambiental no que respeita à vigilância e monitorização das águas – Siságua. Neste sistema há o registo e consulta de informação relativa à qualidade da água. Deste modo, todas as Análises de Campo efectuadas foram registadas neste sistema de informação.

Documentos de interesse:



Vistorias a escolas
Ao longo destas duas semanas continuámos com a avaliação das condições de Segurança, Higiene e Saúde dos estabelecimentos de Educação e Ensino, com a particularidade de visitarmos as escolas sem o apoio da TSA Célia. Como as escolas que visitámos eram pequenas, não sentimos grandes dificuldades e tentámos conduzir a vistoria do mesmo modo que a TSA Célia.  
Relativamente ao formulário, na secção cozinha e refeitório, achámos que por vezes é insuficiente, pois parâmetros que não são contabilizados e são importantes. Deste modo, elaborámos uma check-list com alguns aspectos que deveriam também ser avaliados. A maioria das escolas funciona com uma empresa que assegura os equipamentos, a formação em Higiene e Segurança Alimentar, os contratos de trabalho, entre outras actividades. Nota-se que os funcionários da cozinha e bar da escola contratados por estas empresas possuem formação em Higiene e Segurança Alimentar, no entanto, por vezes nota-se que é insuficiente. Quando os funcionários são contratados pela escola, por vezes, desconhecem algumas regras ou ficam mais resistentes em utilizá-las, como por exemplo a touca ou luvas.
Exemplo de uma cozinha de uma escola
Posteriormente à vistoria às escolas, prosseguimos para a introdução dos dados recolhidos na página da Direcção-Geral da Saúde.


1º Encontro a “Cidade e a Saúde Pública”
Ainda nestas semanas, no dia 1 de Abril participei 1º Encontro a “Cidade e a Saúde Pública”, na Universidade Lusófona. Foi organizado pela Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, Câmara Municipal de Lisboa e ARS LVT.
O objectivo geral centrava-se na identificação da situação actual de intervenção de parcerias e de boas práticas, de forma a promover uma intervenção cada vez mais articulada na temática dos sem-abrigo e na temática da Imigração.
Contou com a presença de Rui Portugal, administrador da ARS LVT, Odete Farrajota, da Câmara Municipal de Lisboa e Carlos Poiares, da Universidade Lusófona, na abertura do encontro e com os oradores António Bento, director do Centro Hospitalar de Psiquiatria de Lisboa (Hospital Júlio de Matos); Teresa Duarte do Instituto de Segurança Social (ISS); Filomena Marques, da Câmara Municipal de Lisboa; Rute Marçal, Luisa Desmet e Graça Góis da SCML; Mónica Duarte da AEIPS; Sónia Dias do Instituto de Higiene e Medicina Tropical; Carla Martingo do ACIDI, António Carlos Silva e António Tavares da ARS LVT.
Para consultar o programa do evento clique na imagem seguinte.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

A Primeira Semana

21 a 25 de Março de 2011
Olá a todos! Inicio a primeira semana de estágio num novo local, como já referi anteriormente, em saúde pública. É bastante diferente do local que estive anteriormente, ECC, pois aqui o técnico de saúde ambiental tem a possibilidade de colocar em prática os conhecimentos que adquiriu ao longo do curso, em mais áreas de actuação, não só higiene e segurança no trabalho, mas em saúde pública, segurança alimentar, promoção da saúde, saúde escolar, entre outras.
Como a USP HIGÉIA opera com programas e projectos, no primeiro dia, foram-nos apresentados aqueles que iremos, possivelmente, desenvolver actividades:
- Saúde escolar;
- Saúde Ocupacional;
- Formação, Educação para a Saúde e Programas de Promoção da Saúde;
- Promoção da qualidade da água: águas para consumo humano, piscinas e águas balneares;
- Licenciamento de estabelecimentos;
- Fiscalização de estabelecimentos;
- Casos de Insalubridade;
- Segurança Alimentar;
- Investigação em Saúde e Vigilância Epidemiológica.
A participação nestas áreas, ou outras que se considerem relevantes, dependerá também das necessidades desta unidade, e da população que abrange.
O Centro de Saúde foi apresentado, assim como a organização da USP HIGÉIA Seixal.

Ao longo desta semana desenvolvi várias actividades, passo a destacar as principais:
- Avaliação das condições de Segurança, Higiene e Saúde dos Estabelecimentos de Educação e Ensino
Com a Técnica Célia Maia dirigimo-nos a uma Escola Básica de 2º e 3º ciclo para efectuar a avaliação das condições higio-sanitárias. Para facilitar e igualar esta avaliação, a Direcção-Geral da Saúde criou um formulário a nível nacional. No endereço seguinte, encontrará a circular normativa com o formulário, a justificação da necessidade da sua adopção e a explicação de todos os pontos. Este formulário está em consonância com o Programa Nacional de Saúde Escolar (PNSE), aprovado pelo Despacho n.º 12045/2006, pois apela à promoção de um ambiente escolar seguro e salubre.
Para efectuar o preenchimento deste formulário, tivemos inicialmente uma pequena reunião com a professora que nos recebeu. Desta pequena reunião resultou o preenchimento dos pontos relativos à identificação e caracterização do estabelecimento de ensino.

Posteriormente fomos acompanhadas pela professora a visitar a escola, e verificar os pontos críticos. De uma forma geral, salienta-se a importância dos planos de segurança e emergência. A escola faz bastante esforço para ter os planos actualizados em colaboração com outras entidades. Fomos informadas que seria efectuado um simulacro para testar a capacidade de resposta de todas as entidades envolvidas e treino dos alunos, professores e outros profissionais escolares. Os simulacros são importantes, tanto para testar as entidades a dar uma resposta rápida e organizada como para preparar, alunos e profissionais escolares, a agir de forma adequada, de acordo com as suas funções estabelecidas, mantendo a calma.
Na cozinha, utilizámos os equipamentos de protecção individual, designadamente touca, bata descartável e protecções para pés.

Razões da sua utilização:

Touca


A principal razão da utilização de touca é o facto de esta impedir a queda de cabelos para os alimentos, e posteriormente contaminá-los (física e microbiologicamente).
Bata



Protecção dos alimentos contra a sujidade, poeiras, fibras, cabelos humanos ou animais que a roupa do dia-a-dia possa acarretar.
Protecção de pés


Protecção dos alimentos contra a sujidade que os nossos sapatos possam transportar do exterior para a cozinha.

Os serviços de Saúde Pública adoptam a utilização de material descartável, pois além de ser mais higiénico, impede a “contaminação cruzada entre cozinhas”.

Observamos alguns parâmetros que constavam no formulário, e outros aspectos, que nos foram incutidos ao longo do curso. É inevitável, como futura técnica de saúde ambiental “olhar e não ver”, ou seja, como temos uma visão alargada e conhecimentos de diversas áreas, por vezes quando nos dirigimos a um local, reparamos em aspectos de segurança alimentar, saúde ocupacional, segurança contra incêndios, qualidade do ar…enfim, muitos. No caso em questão, foi na cozinha, onde observámos mais aspectos dos que constavam no formulário.

De uma forma geral, o formulário torna-se um auxílio na avaliação correcta e coerente das condições de segurança, higiene e saúde, contudo, é bastante extensa e por vezes confusa, principalmente no sistema de classificação. À primeira vista parece simples a classificação:
A –  A situação não se verifica
B – A situação verifica-se com média gravidade
C – A situação verifica-se com elevada gravidade
NA – A situação não se aplica ou não existe


Contudo, na prática, ocorrem dúvidas no preenchimento e confusão com os termos existe, não existe, aplica-se, não se aplica. Outro aspecto que se verifica, é a subjectividade e imprecisão no preenchimento, ou seja, eu posso considerar elevada gravidade, mas uma colega no mesmo ponto, na mesma escola pode-se considerar somente média gravidade. Este aspecto pode ser contornado a nível local, que é o que acontece na USP HIGÉIA, isto é, os profissionais da USP podem definir padrões de quando deve ser preenchida no ponto C ou no ponto B.

Outros documentos a consultar:
- Decreto-Lei nº379/97 de 27 de Dezembro que estabelece as condições de segurança a observar nos espaços de jogo e recreio;
- Decreto-Lei n.º 220/2008 de 12 de Novembro, que estabelece o regime jurídico da segurança contra incêndios em edifícios;
- Decreto-Lei nº163/2006 de 8 de Agosto, que define as condições de acessibilidade a satisfazer no projecto e na construção de espaços públicos, equipamentos colectivos e edifícios públicos e habitacionais.


- Actualização da base de dados da vigilância de Piscinas
Uma tarefa que nos foi solicitada foi o ajuste da base de dados da vigilância de águas de piscinas, para posteriormente, elaborarmos o relatório anual relativo ao ano 2010. Esta base de dados, permitirá filtrar dados e observar de uma forma facilitada os parâmetros de qualidade da água, se são ou não cumpridos os requisitos, temporalmente. Nesta primeira semana introduzimos somente alguns dados.

 - Vistoria a actividade de espectáculo - Circo
Foi solicitado à USP, a realização de uma vistoria conjunta com a Câmara Municipal do Seixal, Bombeiros Voluntários do Seixal, Protecção Civil e Direcção-Geral de Veterinária, a um circo, para emissão da licença de instalação e funcionamento.
Estas vistorias conjuntas estão ao abrigo do Decreto-Lei 309/2002, de 16 de Dezembro, que regula a instalação e funcionamento dos recintos de espectáculos e de divertimentos públicos.
A nível de Saúde Pública, foram observadas as condições higiossanitárias das instalações sanitárias, do bar e dos equipamentos de pipocas e algodão doce. Um aspecto de saúde pública essencial é a origem da água para consumo humano, de forma a evitar origens ou formas de armazenagem que possam colocar em risco a população.

A primeira semana revelou-se bastante interessante e dinâmica. Todas estas actividades enriquecem o desenvolvimento como profissional de Saúde Ambiental e também o crescimento a nível pessoal. Toda a equipa foi bastante receptiva e acolhedora, apoiando assim nesta primeira fase de adaptação.

terça-feira, 17 de maio de 2011

Centro de Saúde de Corroios – Moinho da Maré

O Centro de Saúde de Corroios – Moinho da Maré faz parte do pólo Seixal da Unidade de Saúde Pública “HIGÉIA” (USP HIGÉIA) do ACES Península de Setúbal II. A USP adopta o nome Higéia, que representa a “deusa grega associada à manutenção da saúde e prevenção de doenças, e é representada por figura feminina com serpente enrolada no braço e que se alimenta de uma taça segura pela outra mão.”*
A área geodemográfica de influência do ACES é alvo de intervenção da USP Higéia, correspondendo ao Concelho do Seixal e concelho de Sesimbra uma área de 298,58 Km2 e população de cerca de 222.250 habitantes. *
O Centro de Saúde de Corroios – Moinho da Maré localiza-se especificamente na Rua dos Catos, Quinta do Brasileiro, Miratejo.
  

Edifício do Centro de Saúde de Corroios

Entrada Centro Saúde Corroios-Extenção Moinho Maré

Esta unidade, por orientações do ACES Península de Setúbal II, está organizada em duas secções básicas:
- “Secção observatório, que integra a função monitorização da saúde e a função epidemiológica;

- Secção intervenção em saúde, que integra as funções de planeamento e gestão de programas e projectos e a intervenção local em saúde pública”. *
Neste momento, existem variados projectos e programas que estão a ser desenvolvidos nesta unidade, e, como estagiária de Saúde Ambiental, irei participar e desenvolver algumas actividades. Existe ainda a possibilidade que, alguns dados gerados com a participação nos projectos, possam contribuir para o enriquecimento do observatório.

Acho interessante a intervenção por programas e projectos, e penso que o observatório irá ser a base de todos eles, pois, desta forma, futuramente, será possível desenvolver programas e projectos de uma forma assertiva e argumentada de acordo com as necessidades da comunidade.

No Centro de Saúde Moinho da maré, encontram-se no total cinco Técnicas de Saúde Ambiental. É de referir também, que, ao longo do estágio, irei desenvolver as actividades com a minha colega de curso Soraia Marques.

* Fonte: Regulamento Interno da Unidade de Saúde Pública HIGÉIA – ACES Península de Setúbal II – Seixal Sesimbra

terça-feira, 12 de abril de 2011

O Concelho do Seixal

O Seixal localiza-se na margem sul do rio Tejo, pertencendo ao distrito de Setúbal. Com um total de 94 Km2 de superfície, é composto por 6 freguesias, nomeadamente, Aldeia de Paio Pires, Amora, Arrentela, Corroios, Fernão Ferro e Seixal. O mapa abaixo pode ajudar a clarificar a área que este municipio ocupa.


fonte: Câmara Municipal do Seixal


Segundo os censos 2001, este concelho apresenta mais de 150 mil habitantes, tornando este concelho com mais população na Península de Setúbal.

O Seixal é membro, desde 1998, do Movimento das Cidades Saudáveis da Organização Mundial de Saúde (OMS) e integra a Rede Europeia de Cidades Saudáveis. A nível Nacional, o Seixal coordena sob o ponto de vista político e técnico a Rede Portuguesa de Cidades Saudáveis, desde 2002.
Para mais informações acerca do tema Cidades Saudáveis, pode consultar:
- Rede Portuguesa de Cidades Saudáveis: http://www.redecidadessaudaveis.com/pt/index.php

terça-feira, 29 de março de 2011

Inicio de uma nova etapa...

Olá caros leitores!
Depois da despedida da ECC, e do regresso a aulas na Escola Superior de Saúde de Beja, eis um novo estágio curricular. A ansiedade de continuar a praticar Saúde Ambiental e estabelecer a ponte entre a escola e o mundo do trabalho já é grande. Neste segundo semestre, o estágio decorrerá na Unidade de Saúde Pública do ACES Península de Setúbal II - Seixal / Sesimbra, nomeadamente no Centro de Saúde de Corroios.
O objectivo, tal como no estágio anterior, é aprender o máximo possível, e aplicar as competências, adquiridas ao longo do curso, de uma forma acertada. Deste modo, à semelhança do estágio anterior, irei publicar neste espaço as actividades que desenvolvo, as dúvidas e inquietações que possam surgir ao longo deste período na Saúde Pública. Desde já faço o convite a todos os leitores a comentar os posts, de forma a trocar experiências ou esclarecer dúvidas, sempre que estas estejam ao meu alcance.
Se começou a seguir o blogue agora, seja bem-vindo(a), espero que goste J
Se já seguia o “Encontra conhecer e praticar Saúde Ambiental”, espero que esta nova etapa corresponda às expectativas.